Bolsa Bicolor!

20 maio

Hoje vou fazer uma propagandinha básica. Vocês, mulheres e noveleiras de plantão, lembram daquela bolsa bicolor que a Fernanda Vasconcellos usava na novela das 18h “A Vida da Gente”? Não? Então vou refrescar a memória de vocês!

ImageImagen 01: bolsa-vermelha-ana-a-vida-da-gente.png

A bolsa dela era da Schutz, e custa em média R$ 200,00. Na verdade, tem até por mais caro! A bolsa “original” é da Céline, e eu nem preciso dizer que ela custa milhões de reais, né? haha, aqui vão uns exemplos dos valores pra vocês desmaiarem:

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA!
1 – Céline R$ 1.000,00
2- Via Uno R$ 299,00
3 – Santa Lolla R$ 279,90
4 – 284 R% 499,00

Como toda mulher merece ter uma bolsa-desejo, eu junto com minha amiga Laís Senra, ambas estudantes de moda, colocamos a mão na massa e produzimos algumas bolsas inspiradas nesse estilo, e estamos disponibilizando para encomendas por um precinho camarada. Vou colocar fotos de alguns modelos que temos prontos, os detalhes, medidas, cores disponíveis, tamanhos e preço logo abaixo:

ImageImagem 02.

ImageImagem 03.

ImageImagem 04.

Image

Imagem 05.

ImageImagem 06. O lenço não acompanha a bolsa, peça ilustrativa apenas.

Image

 Imagem 07.

INFORMAÇÕES:

– Todas as bolsas possuem forro e dois bolsos costurados nele;
– As bolsas não possuem fechamento de zíper, botões de pressão, etc;

Bolsa tamanho M

Altura: 42cm
Comprimento: 30cm
Profundidade: 15cm
VALOR R$ 49,00

Bolsa tamanho G

Altura: 48cm
Comprimento: 43cm
Profundidade: 11,5cm
VALOR R$ 59,00

* Esses valores não incluem taxa de entrega do Correio.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Cores disponíveis:

Image

– LARANJA;
– PRETO em camurça (tecido de todas as imagens, exceto Imagem 01);
– AZUL ROYAL (tecido da bolsa da Imagem 04 e 05);
– AZUL MARINHO (tecido da bolsa da Imagem 02 e 03);
– BURGUNDY VINHO (tecido da bolsa da Imagem 06 e 07);
– ROSA;
– CINZA CHUMBO;

* Aplicamos tachas em tom prateado e dourado na alça da bolsa.

INFORMAÇÕES PARA ENCOMENDAS POR E-MAIL: lugarcia75@yahoo.com.br

Criatividade?

8 out

Texto extraído da FASHION THEORY – a Revista da Moda, Corpo e Cultura, edição brasileira, número 4, dezembro 2002, ©Berg 2002.

 

Eu não sou Criativo¹

Rosane Preciosa

Rosane Preciosa é doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP e professora de Moda Contemporânea na Universidade Anhembi Morumbi e na Faculdade Santa Marcelina.

 

 

A produção maquínica de subjetividade pode trabalhar tanto para o melhor como para o pior (…). O melhor é a criação de novos universos de referências; o pior é a mass-midialização embrutecedora à qual estão condenados hoje em dia milhares de indivíduos.

Félix Guatarri, Caosmose

 

Francis Bacon, um pintor irlandês contemporâneo, não se julgava criativo. Diz isso textualmente diante das câmeras que gravam um documentário sobre sua obra. Um outro artista, que preferia se autodenominar propositor estético, Hélio Oiticica, concordaria com a afirmação de Bacon. Ele também se recusava a acatar para si a idéia de que fosse um sujeito criativo. Mas por quê? O que significa ser criativo?

Dentro da atual lógica do mercado, é sinônimo de capital intransferível, ao alcance de todos. Afinal, o ser humano é criativo e nossa missão é garimpar nossos tesouros ocultos, para melhor comercializa-los. Mas onde é que foi mesmo que os escondemos? Como desenterrá-los?

Podemos, por exemplo, recorrer aos inúmeros manuais de criatividade publicados, que funcionam como ferramenta de busca desse lacre a que nos impusemos. Sim, porque, segundo eles, nós somos os únicos responsáveis pelo bloqueio de nossa energia criadora. É exatamente um livro-guru desses qualquer que irá promover nossa reconciliação, passo a passo, com o suposto artista interior esboçado na infância, e que por alguma razão lá ficou entalado. Segundo essa lógica instrumental instalada, resgatar a criança que fomos esse tempo anterior que supostamente abriga os segredos da criação é decisivo para que possamos prosseguir nossa jornada de crescimento pessoal, de autoconhecimento. Esse é um discurso recorrente, aliás, sustentado por muita gente.

Num segundo momento, então, somos incentivados a nos descobrir habitados por vários eus, que, por mera incompreensão nossa, não permitimos que se manifestem, e com isso perdemos nossa chance única de imprimir um mapa mais fiel de nós mesmos, que irmane todos esses personagens que se penduram em nós, choramingando atenção. Uma vez selecionados, uma idéia mirabolante passa pela nossa cabeça: que tal se os fizéssemos trabalhar para nós? E, de repente, nos vemos às voltas com a seguinte crucial pergunta: que identidade se ajustaria melhor ao nosso propósito de sermos bem-sucedidos?

Nesse campeonato criativo que nos é proposto, certamente sairá vencedor aquele que melhor se moldar “criativamente” às demandas e regulações que se processam na bolsa de valores imateriais. E aquela parte do patrimônio que porventura não se enquadre nessa ordem ficará isolada, será desacreditada, fracassada, é expelida desse mercado que compete e deseja confundir-se com a própria vida.

Nesse pacote que embala promessa de criatividade e manual de instrução de modos de ser criativo, a  palavra de ordem é ligue-se, acenda seu talento, brilhe, conquiste o seu espaço, cerque-se de espelhos confiáveis. Prepare-se para dar certo, de preferência usando métodos descomplicados. Lembres-se de que sempre haverá ao seu alcance, em caso de uma eventual desorientação, um manual que o ajude a “focar” com propriedade seus planos e metas existenciais.

***

Os modos de vida inspiram maneiras de pensar, os modos de pensar criam

maneiras de viver.

Gilles Deleuze, Nietzsche

 

Criar, transitar pela existência de posse de um projeto ético-estético flexível, regulável, ajustável às conveniências do mercado da vida. Projeto que se encaixa nas expectativas de um padrão cultural armazenado em nós. Nesse sentido, ele mobiliza um sagaz repertório, que combina idéias e práticas virtualmente presentes, mas sem nome próprio ainda. Um algo sem nome que enigmaticamente já nos predispomos a consumir sem hesitar, porque de alguma forma nos são familiaríssimo.

Nesse sentido, criar então seria proceder a uma recauchutagem de valores, uma maneira de estabilizá-los e, por conseguinte, ratificar nossa conversa com o mundo. Apenas um gesto de reconfiguração do espaço existencial, ornamentando-o, nos preenchendo com uma íntima sensação de reconciliação conosco mesmo e com tudo que está à nossa volta, isolando o que nos pareça perturbador e estranho. Funciona como uma espécie de spa ético-estético, eliminando impropriedades, inconformidades, tudo o que possa acordar uma sensibilidade outra, exigente, que não se deixa plasmar nesses territórios pantanosos, para quem um possível sentido a se dar à vida é torná-la front aberto a experiências.

Inventar é movimentar-se no território radical do inesperado, que nos desarticula completamente. E a própria figura humana experimenta um inevitável colapso, isso porque aquela subjetividade foi despejada daquele lugar que costumava habitar. Liberaram-se potências desconhecidas que lhe exigem outras referências significativas, outra geografia de sentidos por onde transitar. O inventor é um cartógrafo de terras ignotas (Salomão 1993: 98). Dispõe-se a se conectar com ou sem nome que lhe dá boas-vindas, a embarcar num caudaloso rio de sentidos sempre provisórios, imperfeitos, paradoxais, que o estimula a ousar existir frustrando o papel do consumidor feliz e criativo que o tempo todo dele exige.

É improvável, é mesmo impensável, que se possa redigir um manual de invenção, mesmo porque a vida em sua grandeza não pode ser espremida num manual de instruções, não é um campo de vivências domesticáveis, fofas. Ao contrário, é como se todos nós deliberássemos fixar domicílio nas encostas de um vulcão, como diria Nietzsche.

Para Hélio Oiticica, o que importava era “deslanchar estado de invenção”, palavras dele. Nada a ver com o cultivo em cativeiro de hábitos criativos, ao contrário, é inventar estados de si que desbordam de um destino pessoal. Invenção é intervenção na existência movida por uma profunda necessidade. É construir uma “câmera de ecos” (Salomão 1996: 21), que ressoe o vivo e você junto. Inventar não é colorir o mundo, mas corar-se de mundos, sonhando acordado dia após dia com “um povo que falta”.

 

Nota

¹Este texto é um fragmento da minha tese de doutorado, intitulada Rumores Discretos da Subjetividade e defendida na PUC-SP, em junho de 2002, no Núcleo de Estudos e Pesquisas da Subjetividade Contemporânea.

 

REFLEXÃO:

 

Acredito que todas as pessoas tem o “dom” da criatividade, porém, esse pode estar adormecido, sendo que, em algumas pessoas ele pode vir a manifestar-se mais “brutal” e em outras mais “tímido”. Todavia, isso não quer dizer que não se tem como destacar suas habilidades, como aprimorá-las, ou, então, transformá-las em arte.

O “Eu não sou criativo”, muitas vezes proliferado pelas pessoas, soa a preguiça. Preguiça de “colocar a mão na massa”, preguiça de ter coragem, isso mesmo, coragem para liberar suas ideias, pois é assim mesmo que as coisas funcionam, não há um manual de instruções que te ensine a ser criativo – como diz no texto de Rosane Preciosa – tu tens que aprender qual é a tua maneira de sê-lo. Os seres humanos são diferentes entre si, já diz o clichê, e será assim também com a criatividade, cada um expressa-se de maneira desigual, uns podem entendê-la, outros não, porém, isso não quer dizer que algo está errado.

Já entendemos que não vamos encontrar a “receita” da criatividade pronta, sendo assim, precisamos acreditar mais em nós mesmos, confiar nos nossos potenciais e ir adiante. Afinal, algum de nossos “eus” pode estar esperando para se libertar.

De que forma a mídia contribui para definir o que vai ser moda?

10 set

Com ênfase no filme Cinderela em Paris. 

Pedras foscas”, atiradas em cantos sombrios, nem sempre são inúteis e, por vezes, podem abstrair um brilho exuberante, todavia, para isso necessita-se de alguém capacitado a enxergar através da “cápsula” – significa uma barreira que a bibliotecária possuía, a qual os outros não conseguiam ultrapassar. Assim podemos definir como a “pedra fosca”, a bibliotecária Jo Sotckton, e o fotógrafo, Dick Averi, ambos protagonistas do filme “Cinderela em Paris”, como alguém capacitado a enxergar através da “cápsula”.

O filme, apesar de ser uma comédia romântica, retrata a forma como a mídia pode incluir alguém no “Fashion World” quando as revistas de moda realmente querem lançar suas “tendências”, praticamente, da noite pro dia. Basta uns retoques aqui e outros ali, como fez Maggie Prescott, editora da revista Quality, com a “moça da biblioteca”. De certa forma, Maggie, assustou a moça intelectual com sua fúria sagaz por transformação. Contudo, atualmente, no mundo da moda, as coisas não se alteraram muito com o passar do tempo.

Os meios de comunicação – rádio, TV, revista, jornal – lançam diversas coisas em seus “editoriais”, no entanto, há sempre uma matéria foco, a qual procura influenciar os espectadores e/ou leitores a adquirir o “produto” lançado, enfeitiçando -os com seus artifícios, sejam eles editoriais fotográficos, desfiles ou comerciais de rádio e TV. Portanto, podemos citar que o filme retrata, por meio da indumentária e dos objetos na cor rosa, como a mídia consegue ludibriar a população, usando como meio de propaganda para atingir principalmente o público feminino. E apesar desse fato ser fictício, é possível perceber que na sociedade globalizada atual a cor rosa ainda permanece sendo uma cor quase que exclusivamente para as mulheres.

Quando algo muito bem “produzido”, seja uma fotografia ou uma propaganda de TV, é lançado para a massa, geralmente, a aceitação dos mesmos é boa. Diga-se que essa aceitação se transforma em desejo, o qual, por sua vez, fará o espectador querer, o mais breve possível, possuir tal produto.

Atualmente, o meio de comunicação mais eficaz é a internet e é justamente por esse tipo de mídia que nós, consumidores, somos enfeitiçados. No filme, a editora da revista preocupa-se em lançar novidades, em ser pioneira, em ser melhor do que as melhores revistas de moda. E funciona assim no nosso mundo de informações atual: buscas por novidades. Porém, o que podemos perceber que foi perdido no tempo são as matérias exclusivas, ou, matérias que sejam publicadas antes de qualquer outro meio e, tudo isso devido a internet, pois é mais prático e rápido da informação ser lançada e vista pela massa.

Assim sendo, a mídia busca cada vez mais lançar suas novidades via internet por múltiplas razões, tais como o alto custo de impressão de uma revista, a “frieza” das notícias quando a mesma chega nas bancas e pelo fato do meio cibernético atingir diversos públicos e não necessariamente o público-alvo que a propaganda quer buscar, o que acaba captando um público maior de consumistas.

Portanto, pode-se dizer que o filme demonstra uma realidade que ainda persiste nos dias atuais, como o fato da mídia influenciar fortemente nas decisões e escolhas pessoais de cada indivíduo. Por isso é imprescindível que as pessoas saibam diferenciar o que é desejo e o que é necessidade.

A Costura do Invisível – Jum Nakao

2 set

Os minutos iniciais do documentário “A Costura do Invisível – Jum Nakao”, demonstram uma extrema confusão de palavras, pensamentos, idéias e vontades que, de certa forma, também revelam uma fantasia de pavor e um mundo de desejos querendo florescer.

Contudo, eram apenas ideias atadas tentando arduamente encontrar uma maneira, exuberante e deveras chocante, de ser explanada. Papel branco: a chave para a comunicação. Música: a chave para o objeto condutor. Luzes: a chave para as sensações, sentimentos.

O silêncio proposto pré-desfile – ou, show, pois o material apresentado foi muito mais que uma simples coleção, foi um livro de mensagens encorajadoras – tornou-se uma lembrança eterna para o estilista Jum Nakao, para as pessoas envolvidadas no desenvolvimento das peças, para as modelos e para todos que assistiram ao desfile ou, agora, assistem esse documentário.

Contudo, todo o esforço e superação depositados na criação das peças tão frágeis de papel, porém tão “resistentes”, causou o momento chocante e emocional para os espectadores presentes durante a destruição assídua feita pelas modelos ao final do desfile. Destruição originada pela mesmice, a qual Jum estava completamente cansado e intolerante e foi nessa ação que Nakao encontrou um novo gás para continuar produzindo sua história na moda.

Vogue Itália mostra que as “gostosas” também tem vez!

2 jun

Estava dando uma olhadela na minha timeline do Twitter e me deparo com o tweet da @PENSEMODA, eis que achei demasiadamente importante ressaltar a idéia de que as mulheres com “curvas” podem estar começando a ganhar mais atenção e a onda magreza esqueleto não está mais tanto na moda. E já dizia Chanel“Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher. ” Talvez ali se encontre a resposta, mulheres são mulheres, a beleza delas muitas vezes podem estar no estilo, na roupa que estão vestindo, não necessariamente no corpo, afinal, quem aqui acha mulheres e homens nus bonitos? Vestindo apenas lingerie ou cueca, sim, porém, totalmente nus? Não conheço ninguém que ache.
Então fica a idéia, mulheres com curvas  também tem sua beleza única e exclusiva, assim como as magrelas.

 

Para ver a foto da capa da VOGUE ITÁLIA com as tais mulheres vestindo apenas lingeries clique aqui.

Fashion Rio Verão 2012

1 jun

Começou umas das mais importantes semanas de moda do país, o Fashio Rio. E pra ver o que tá rolando dei uma sacadinha no site FFW (as fotos dos desfiles foram extraídas do mesmo). Abaixo vou postar o look que eu mais gostei de cada desfilec, começando com a Alessa, que abriu o line-up de ontem.

Alessa chegou com muito brilho e flores exuberantes para o próximo verão.

A Acquastudio veio com cores “sensíveis”, comprimentos longos e assim como no desfile da Alessa apareceu uma cintura bem marcada em vários looks.

Melk Z-Da, na minha opinião, conseguiu repassar muito bem o tema da sua coleção, a árvore Castanhola.

Patachou.

2nd floor foi o desfile que eu mais gostei do primeiro dia de Fashion Rio, tudo muito “usável” e com uma cara rocker.

Ao que pude perceber as estampas florais, cintura marcada e cores “calmas” reinaram no primeiro dia de FR, assim como os vestidos longos tiveram uma grande aparição nas passarelas.